Não é novidade
que o produto rápido é a moeda da vez, e não falo do combinado do fast food –
que bem sabemos que nem é tão rápido assim -, falo dá pressa pela informação.
Acessamos incansavelmente, a cada cinco minutos o último post da rede social,
checamos a caixa de entrada do correio eletrônico, não enxergamos mais a letra
e número F5 nessa tecla, mas instintivamente sabemos que ela é a primeira tecla
do segundo grupo de teclas da primeira fila de teclas do seu teclado, e é ela te
garante um brevíssimo pico de adrenalina ao ver a bolinha vermelha no cabeçalho
da rede social, essa é uma rotina assumida, difícil de negar. Mas até onde isso
nos compensa e principalmente: ATÉ ONDE ISSO NOS CONTENTA?
Não é motivo
para repúdio ser um sujeito viciado por informação, mesmo porque, se visto no
sentido mais nobre da causa, você é um sujeito supostamente antenado, que está
por dentro do que existe de mais fresquinho no mundo, no seu cenário de vida.
Isso é ótimo. Contudo, numa breve reflexão, muito breve mesmo, é possível
quantificar o que de fato foi aproveitável para você naquele momento. Falo do
que te proporcionou possibilidades, formas alternativas de agir. Ou seja, se
observado no sentido lógico, uma informação que não expande as nossas opções de
pensamento, e além, que não é tão poderosa a ponto de transformar esses
pensamentos, essas inspirações em formas práticas de agir, ela é obsoleta. É
uma forma muito bruta de encarar, mas verdadeiramente, descartamos
momentaneamente informações desnecessárias e possivelmente jamais a acessaremos
no nosso inconsciente novamente. Sim, possivelmente não utilizaremos essa
informação retida da forma mais pura que ela foi absorvida, pois não temos o
hábito de fazer feedbacks conscientes, raríssimas vezes acessamos informações
de outra natureza que não seja a do nosso próprio histórico de vida para
refletir sobre as nossas ações mais arriscadas, as atitudes que possivelmente
trarão consequências relevantes em nossas vidas.
A grosso modo,
podemos supor que absorvemos todo tipo de informação por questões de
sobrevivência. Sim, por prevenção. Mas decorrido tanto tempo e de acordo com as
nossas fontes de informação, podemos afirmar que se trata de sobrevivência
social, pois essa é assumidamente a força motriz que nos oprime dia à dia. A garantia
de se relacionar é suprema para o ser humano.
Nesse sentido,
proponho uma reflexão enquanto você dirige, está no ônibus à caminho de casa,
no banho ou navegando no seu smartphone até pegar no sono, proponho que reflita
se o seu modo de organizar informações que garantirão afetividade,
reciprocidade, admiração, evolução e maleabilidade interpretativa e
principalmente comunicativa, estão de fato sendo tão garantidas assim. Se de
fato, somos vítimas do nosso meio e impetuosamente agredidos por ele ou se
somos parte, somos porção integrada, ativa e determinante desse meio e
possuímos plena autonomia para contranivelar as condições mais convenientes e
que exigem menos esforço e entrega humana, digamos assim. Poder-se-á tornar um
hábito. Mais um dos seus.
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